Censo feito pelo Ministério da Educação aponta que mais de 60% lecionam em um turno e 40% têm uma única turma

Uma pesquisa feita pelo Ministério da Educação e divulgada pelo MEC trouxeram dados interessantes sobre os professores no Brasil.

É uma pesquisa nacional então é claro que os dados são muito genéricos devido as disparidades e diferenças regionais existentes Mesmo dentro do Estado de São Paulo elas existem.

A própria Capital Bandeirante tem estas diferenças entre seus cerca de 96 Distritos, verdadeiras cidades dentro da Metrópole.

Estas colocações preliminares são importantes para se crie parâmetros e uma visão alongada para a análise dos dados apresentados.

82,5 % lecionam na região urbana
80,9% lecionam em uma única escola
39,1% têm uma turma com 35 alunos em média
63,8 % lecionam em um único turno
68,4% dos professores tem nível superior
41,1% Lecionam português ou idiomas
81,6% dos docentes são compostos por mulheres A média de idade é 38 anos.
1,4 milhão de alunos estão no Fundamental

Os dados trazem algumas possibilidades quando comparamos com os programas nacionais e regionais executados nos últimos anos desde a implantação da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei 9694 de 20 de dezembro de 1996).

O fato de mais de 80% lecionarem em regiões urbanas mostra a concentração de pessoas que residem em áreas urbanas, fruto do desenvolvimento e o fluxo migracional às cidades que desde 1970 passaram a concentrar a maioria da população. Pode também isso demonstrar que a rede rural de escolas não está totalmente capilarizada em algumas regiões.  

Sobre os professores lecionarem em uma única escola isso não retira a possibilidade dos professores acumularem dois cargos, podendo ter com o tempo reunido os dois na mesma escola. Isso é comum por exemplo aqui em SP.

Isso na análise macro com o dado de que 63,8% lecionam em um único turno pode ser quase que afirmado.

Porém ao pegar os dados de mulheres que lecionam e combinarmos com os dados de trabalharem em uma única escola e em único turno confirmam a outra informaçao de que 40% dos professores têm uma única turma. stas mulheres em sua maioria acumulam a docência com ocuidado com a família e algumas optam por não ter mais de um cargo.

Pode também ser um dado indicador do número de escolas espalhadas pelo país.

O número de 35 alunos por turma pode ser um dado mascarado pois redes como a da prefeitura de SP que concentram milhares de alunos estão com 35 alunos como máximo determinado em portaria. O número da cidade de SP e de outras cidades acaba por interferir nesta média.

De qualquer forma é um numero interessante pois busca-se atender um anseio e estudos que vêm desde os anos 1950 onde já se apontavam a necessidade de se terem cerca de 30 alunos por sala, evitando superar o número de 35 alunos. Objeto de um artigo da revista Educação, órgão informativo oficial da então Secretaria de Estado dos Negócios da Educação de SP, este estudo foi feito em um período em que as salas escolares eram ainda construídas com área acima de 50 metros quadrados.

A formação superior de quase 70% dos docentes pode ser retrato dos Programas de Educação Continuada que tiveram início com a implementação da LDB. Os PEC como ficaram chamados possibilitaram a muitos docentes terem a graduação, geralmente Curso Normal Superior, mas também possibilitou em algumas regiões os professores especialistas completarem sua formação específica (Português, matemática por exemplo).

Esta formação abreviada e que aproveitava a experiência em serviço dos docentes teve a participação de diversas instituições de ensino superior renomadas e que montaram cursos e apostilas muito boas, apesar de alguns pontos serem pouco explorados nos momentos presenciais.

Muitos docentes envolveram -se enquanto alunos, outros continuaram a estudar a se aprimorar por meio de complementações, pós graduação, não se limitando ao curso oferecido pela Rede de Ensino. Isso foi uma vitória importante para a educação.

Um desdobramento desta pesquisa seria interessante para analisar-se os dados de forma mais próxima de cada grupo social, de cada rede de ensino.

A pesquisa desdobrada e comparada com os outros dados poderia confirmar as informações de que os professores estão deixando de acumular cargos em diversas escolas.  Este será um tema a ser abordado em outro artigo com maior profundidade.

De qualquer forma são informações valiosas que com certeza ajudam a não somente se ter um retrato da situação funcional dos docentes, passando pela qualidade, formação dos profissionais.

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