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Compromisso no Magistério. Compromisso com a profissão e com a população

Publicado também no Portal Sampa Sul Net

Não faz muito tempo, um professor citou em uma comunidade de professores de uma Rede Social que levou uma repreensão do seu diretor por ter tido 24 faltas no período de um ano. Considerou isso represália por sempre solicitar explicações por escrito de todos os atos cometidos pelo Diretor na gestão da Escola.  Este Professor citou ter um histórico de 20 anos como Professor.

Alguns colegas fizeram comparações entre a rede privada e a Escola Pública. Realmente a Escola Pública não pode ser considerada igual á privada.

O servidor público precisa ter um zelo com a cousa pública muito maior do que o empregado de uma empresa, seja ela um estabelecimento de Ensino, uma loja, uma corporação. O “patrão” do servidor público está além do Estado. É o contribuinte que delega ao Estado que execute ações que resultem em um atendimento amplo a ele e a toda a Sociedade. Entre estas ações está a contratação de Professores

Quando criticamos um político por fazer desvio de recursos públicos e que estes são os maiores responsáveis pela corrupção no país, esquecemos erros a que todos nós servidores públicos podemos estar sujeitos.

Prática constante

Dizer que precisou faltar 24 vezes em um ano não é um erro. É assumir sim a responsabilidade pelo seu ato. Porém buscar justificativas em discursos em que priorizou outras áreas (cursar uma graduação e manter-se como Coordenador de uma Faculdade) e que em breve não mais pretende estar na Educação compromete o percurso profissional desenvolvido em 20 anos de magistério como Professor.

Incentiva os novos professores, que defendem tal feito, em fazerem o mesmo, prejudicando de fato o maior envolvido com tudo isso: O aluno.  Ao dizer que não priorizou a Educação o Professor claramente assume não estar envolvido com a sua profissão como Servidor Público.

Problemas são passíveis de acontecerem com todos, principalmente quando afetam a saúde pessoal e de membros da família. O gesto de se colocar em público como vítima porque um gestor apenou-o por não ser correto é interessante. Se colocar como vítima nos lembra o aluno indisciplinado que quando repreendido fala:

– E os outros? Não serão também punidos?

Falam em desunião na classe. Ela de fato existe. Porém compactuar com quem desrespeita toda a classe, com o projeto pedagógico, com a rotina dos alunos é concordar que a profissão docente possa ser um reduto de pessoas sem compromisso.

Ter e buscar novas formações é crucial para manter-se sempre preparado no mercado de trabalho, porém usar deste pretexto na atividade atual para manter outras e faltar com suas obrigações não é condizente. A falta de compromisso posteriormente poderá se repetir se a nova profissão não corresponder às expectativas. É um desvio ético.

Precisa-se de um plano de carreira, estrutura de ensino nas Escolas e no Programa Educacional da Rede ou do Sistema de Ensino para que o professor tenha instrumentos de progressão funcional e condições dignas e melhores para um maior desempenho de suas atividades.

Justificar que más condições de trabalho geram desgaste dos profissionais é uma constatação de que melhorias precisam ser feitas pelo Estado, através das Secretarias de Educação. Mas não se pode incorrer no erro de más condições favorecem atitudes de descompromisso. O Professor reclama com razão quando o aluno não está acompanhando a sua aula e do descompromisso das famílias e da lentidão de mudanças que favoreçam o ambiente de ensino. Mas a resposta a isso não pode ser o descompromisso profissional. É uma linha que deve ser evitada. Sempre.

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3 Respostas para “Compromisso no Magistério. Compromisso com a profissão e com a população

  1. olha concordo plenamente com suas palavras….

  2. Gostei do texto, porém vale lembrar que existe sim muitos gestores que abusam de seu poder, eu já trabalhei em uma escola que quando tive que ir a uma consulta médica e trouxe o comprovante, o diretor rasgou-o e me deu FJ, em outra ocasião minha tia morreu (fui criada por ela, por conta do falecimento de meus pais) fui ao enterro, e novamente FJ….

    • Prof Christian

      Olá Maristela

      Infelizmente existem excessos como este que relatou. Existem hoje no entanto medidas para se minimizar e impedir ações como esta que não visam a boa gestão administrativa e do quadro de pessoal.

      É uma ilusão o gestor que acha que controla tudo a e todos com uso de instrumentos de autoritarismo… Com o tempo o grupo fica dividido e a Unidade como um todo tem prejuízos.

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