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Relações Familiares e Escola a partir da família vigente

Não adianta na realidade e no prisma atual desejar que a família seja aquela organizada até os anos 80 e que ainda se achava ideal nos 90. Precisa-se de uma visão mais ampla inicialmente onde o entendimento é que família é aquela onde a criança e o adolescente vive.
O papel da educação familiar é importante. É onde se desenvolvem as primeiras relações, acontecem relacionamentos e travam-se as primeiras formas de lidar com o mundo. Entender como funciona a família e a partir disso fazer intervenções. Papel do Professor, da Escola.
Rotinas de estudo só existem se o aluno tem rotinas desde cedo em casa. Tem tarefas e responsabilidades progressivas a sua idade. Um ambiente familiar onde nada o jovem precisa fazer desde tarefas simples como arrumar sua cama traz tantas ou mais problemas como naqueles lares onde a criança desde os sete anos vai sozinha para a escola faz sua comida separa a sua roupa acorda e vai por conta própria para os bancos do saber.
A vivência do aluno precisa ser valorizada como muitos dizem mas sobretudo compreendida. Buscar esta compreensão é fundamental e precisa ser uma ação coletiva na Escola. O professor é o primeiro em uma sucessão de agentes e educadores da Escola. É ele que está diretamente com o aluno a maior parte do tempo.
Escola não é local de assistencialismo ou visão assistencial porém é necessária uma visão de ternura e compreensão. Não se forma um cidadão a partir apenas de textos e mais textos acadêmicos Uma palavra de apoio, entendimento e cumplicidade com o aluno é necessário desde os anos iniciais nas crises da pré adolescência e durante o Ensino Médio.
O professor precisa estar presente e se mostrar parceiro do aluno. Não é um laço de amizade fraternal. Mas um laço de cumplicidade em prol de um objetivo.
Formar um cidadão pressupõe uma plenitude de atos e ações. Buscar trazer a família para a escola (e entende-se família como citado no início do presente texto). Envolver com atividades significativas e variadas. Uma mostra cultural que não seja uma simples apresentação de cartazes e avaliações, mas um trabalho estruturado rende um  estreitamento das relações da família ocm a escola. Cativar e buscar trazer estas famílias para a Escola tornou-se uma tarefa árdua mas que precisa ser cumprida.
Para vencer este desafio precisa-se usar de algo mais que argumentos como a importância da família na Escola. Ousar, dentro do espaço escolar, provocar a curiosidade da família em estar na Escola. fazer com que o aluno incentive e até convoque seus pais para estar junto com ele no espaço educativo participando de uma produção, uma realização que fez individualmente ou mesmo em grupo.
Não existe uma receita. não existe um modelo ideal. cada escola cada grupo de trabalho precisa encontrar seu caminho.
Noto que muitas Escolas estão nesta busca e obtendo êxito.  Vamos todos juntos propor este desafio em nossas Escolas?
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3 Respostas para “Relações Familiares e Escola a partir da família vigente

  1. Professor a sua idéia é admiravel, porém digo lhe q isso já é feito em muitas e muitas escolas, porém esta faltando REALMENTE q as familias se conscientizem da sua responsabilidade na criação de seus filhos. A escola complementa a educação mas esta deve começar em casa, no seio da familia…porém o q temos visto é pais q anseiam q o professor os substitua no seu papel , principalmente qdo estes filhos são indesejados. A escola tem sido vista como um desencargo de consciencia para pais q não desejam arcar com a responsabilidade de criar seus filhos e isso pra mim não esta certo !!!!! Nada nem ninguém substitui o afeto e o cuidado familiar na vida de uma criança.

    • Prof Christian

      Erika

      Existe já a ação em muitas escolas mas infelizmente não podemos ficar restritos só dentro da escola. Ressaltar em diversos fóruns e locais qual o real papel da escola é uma ação que precisamos fazer sempre como educadores.

      O papel social da escola precisa sim ser valorizado. Transferir funções para a escola pura e simplesmente não é a solução mais simples. Pode-se repensar o papel da Escola dentro da sociedade. Mas o õnus e bõnus disso precisa ser também levando em consideração.

      Como cito ao final do texto “Noto que muitas Escolas estão nesta busca e obtendo êxito. Vamos todos juntos propor este desafio em nossas Escolas”?

  2. Pois é, caro Christian… Essa (re)significação do papel de todos nós (família, escola, sociedade) ainda leva um bom tempo para efetivação. E não dá para pular impactos que podem ser profundos. Tais conflitos podem render algumas gerações sem parâmetros claros do seu papel. O que vivemos hoje é o prisma da transferência de responsabilidade. Como dizia o poeta “Meu Deus, que saudade da Amélia!”rs

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