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Mobilidade Urbana e a coletividade paulistana

Congonhas: Construído ao lado da então Estrada de Rodagem hoje no centro de polêmicas

 Ter ao lado de casa Aeroporto, ciclovia, corredor de ônibus e metrô soa como algo incomum para a maioria dos Bairros da Capital Bandeirante. Mobilidade urbana em tempos de trânsitos nas outroras bucólicas ruas residenciais da cidade tem sido procurado pela maioria das pessoas. Chegar e sair rápido de casa. Depender cada vez menos do transporte individual resulta em melhor qualidade de vida de forma coletiva.

Mobilidade urbana está além do ir e vir. É ter a possibilidade de se deslocar com facilidade e agilidade entre o trabalho, a residência, o local de estudo e lazer. E isso precisa valer para grandes ou mesmo pequenas distâncias (por exemplo entre a residência e a padaria ou mercado).

Porém estes argumentos e atributos geram atritos. Fora as benéficas mudanças do status local, em alguns casos grupos de moradores se unem contra medidas que interferem e melhoram a qualidade de vida para toda uma cidade.

O caso do Aeroporto de Congonhas há anos ganha espaço na mídia pois a cidade cresceu no seu entorno. Moema de chácaras para um bairro residencial de sobrados e casas em pouco tempo passou a ser um centro comercial e residencial verticalizado por ser rota de ligação do Centro de São Paulo com Santo Amaro e seu entorno. Nos anos 80 lançamentos imobiliários usavam como atrativo o Aeroporto de Congonhas em opção ao de Cumbica, considerado distante. Hoje em dia esta proximidade tornou-se um incomodo para muitos e restringe as atividades aéreas .

O corredor de ônibus que segue em parte pela antiga linha dos Bondes e do Trem que ligava a Vila Mariana ao então Município de Santo Amaro (que teria em seus limites originais o Aeroporto de Congonhas) permitiu que o tempo de percurso do Centro da Cidade e das  estações de Metrô da Linha 1 (antiga Norte Sul) em direção aos bairros populosos da Zona Sul fosse sensivelmente reduzido e desafogando o Corredor Santo Amaro – Nove de Julho.  Este corredor hoje altamente movimentado poderá em breve ter em sua companhia  novamente o Trem.

Subterrâneo, a Companhia do Metropolitano de São Paulo em seu plano de obras terá a expansão da Linha 5 até a Estação Chácara Klabin da Linha 2 Verde passando pela Estação Santa Cruz. Em Moema o metrô correrá por baixo da Avenida Ibirapuera.  No início das obras e das desapropriações alguns contrários a ligação de Bairros como Capão Redondo e Campo Limpo fizeram alguns protestos porém abafados por igualmente outros protestos de quem tinha os imóveis desapropriados em nome de um progresso para toda a Cidade. A Linha já estava prevista nos Planos dos anos 80 quando a região sofria um boom imobiliário.

Dentro dos Bairros e inter bairros o uso das bicicletas como meio de lazer e transporte traz vantagens em termos qualitativos. Mesmo curtos trajetos poderiam ser substituídos pelas magrelas se houvesse espaço para elas nas ruas. O avanço tímido das ciclovias em Moema também foram palco de protestos. Para que não se tenham as faixas exclusivas nas ruas internas do bairro, de uso misto e que servem de ligação entre o Itaim e a Saúde.

Para que em uma megalópole como São Paulo não bastam medidas que melhorem a mobilidade urbana. Precisa-se também de um pensamento amplo e coletivo. Para o longo prazo.

 

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4 Respostas para “Mobilidade Urbana e a coletividade paulistana

  1. Achei bacana a análise histórica do bairro, porém ainda faltou algumas informações de como a ciclofaixa tem afetado o transito e as vias locais. Parabens pela reportagem 🙂 @Gmaraccini

    • Prof Christian

      Ajustes precisam ser realizados visando adequação e fluidez do tráfego. Diminuir vagas de estacionamento rotativo é uma solução, porém paliativa.

      Prof Christian

  2. Moema é um bairro muito bem defendido por quem mora nele. Espero que não demore o tempo em que essa vocação se espalhe. Convivo com pessoas que não toleram ciclistas no asfalto, compreendo que seja por medo de atropelar alguém. Quando estou num automóvel percebo que o ciclista é quase invisível. Ando quase todos os dias de bicicleta, às vezes vou muito longe, mas sigo regras antigas, se tiver que ir pela sarjeta prefiro a contramão. Uso a calçada, embora não seja muito civilizado, tenho campainha, como um ciclista dos anos trinta, mas tem gente que se faz de idiota ou está com fone de ouvido. Andar em calçadas em São Paulo é uma aventura, principalmente para os pedestres.
    Se as calçadas fossem orgânicas, como acontece em Curitiba, teríamos ciclistas em locais seguros. O pedestre pode dividir a calçada com o ciclista. desde que o espaço esteja claramente delimitado. A meu ver é uma burrice impingir faixas e estreitar avenidas. Os motoristas ficam furiosos, o espaço do carro diminui. È muito difícil confiar em quem vem por trás a uma velocidade maior, assim como se torna um martírio para o motorista manter-se a distância do ciclista. Além disso, os buracos e lombadas proporcionam surpresas. Partilhar a mesma via, ainda que em faixas distintas, não é seguro, a menos que não haja trânsito..
    Não basta tentar educar essas pessoas egoistas que não querem saber de duas rodas. Não vejo a questão por esse lado, não sei se uma faixa exclusiva faz sentido, pois ela estará apenas em algumas regiões. Para o ciclista o importante é a sargeta lisa, nivelada ao asfalto, calçadas com guias rebaixadas. Na Marginal do Tietê é possível trafegar pelas calçadas a qualquer momento pois só há pedestres nos pontos de ônibus, entretanto as guias não são rebaixadas atralhando o percurso. Há locais onde a calçada está muito estragada, ainda assim é um caminho viável. Um sistema de controle sobre os caminhos parece-me mais democrático do que a imposição de normas paliativas.
    Há muitos caminhos proibitivos para o ciclistas, lugares onde se pode chegar por escada. O ciclista e o cadeirante poderiam desfrutar dos mesmos espaços, mas para isso seria necessário eliminar os postes, enterrando os fios reequacionado os pontos de iluminação. Creio que exista um projeto assim na gaveta de alguém.

  3. Sou a favor de derrubar aqueles prédios à direita e duplicar as pistas.

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