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Olhares, posturas e o ser social

Recentemente a sociedade transmidiática foi bombardeada por diversas informações e fontes que tratavam de cenas com tintas de uma Guerra.

A sobrevivência cotidiana, de posições, olhares e seres sociais. Mas este último é o menos de fato olhado por todos. É quase que um joguete nas mãos de outros seres e organizações com interesses escusos. Sobrevivência que para alguns não é do ser e seu grupo social. Mas de sua própria posição dentro de uma esfera organizacional nefasta.

Sem definições de heróis ou vilões o ocorrido em São José dos Campos mostra que o real atingido pelas ações de todos os lados, governos, movimentos sociais, partidos políticos, meios de comunicação, é o mais afetado porém sem soluções permanentes e que evitem repetições de erros tomados.

O erro de ações jurídicas tomadas de forma confusa onde existe sobreposição de instâncias e Graus da Justiça Brasileira. Lentidão no julgamento de ações.

A falta de uma ação social voltada ao desenvolvimento das populações de forma mais clara e com planejamento sério e que esteja voltado de fato aos grupos sociais envolvidos e não a movimentos e líderes que buscam apenas visibilidade e pouca ação efetiva.

O terreno em São José dos Campos por ser devedor de alta soma de impostos há muito poderia já ter sido alvo de ação de desapropriação para uso pelo Estado (sendo ele representado pela Prefeitura, Governo Estadual ou União) em programas sociais ou para implantação de equipamentos necessários para o desenvolvimento regional. De área de expansão industrial a área habitacional. Que em suma atende-se a um Plano Diretor.

O erro inicial é ampliado com uma ocupação irregular que não é impedida no momento que é iniciada. Depois da comunidade constituída fica-se um impasse entre retirar os ocupantes ou fazer a regularização fundiária. Impasse que gera-se por novamente instrumentos jurídicos imperfeitos. A regularização é inclusive uma questão a ser entendida como uma ação onerosa feita pelo agente público, porém que necessita de uma parcela de contribuição dos moradores. Habitações populares advindas de programas de habitação promovidos pelo Estado geram um custo e necessitam serem subsidiadas pelo Tesouro. Subsídio que não pode ser compreendido como isenção total para o futuro morador que se torna um mutuário. Uma contra partida vinculada a renda familiar precisa existir.

O desenvolvimento social precisa aparecer na forma de programas de treinamento, formação, requalificação e alocação de mão de obra. O trabalho é uma ação inerente da atividade humana.

Mas outros movimentos mostram também a sua parcela de culpabilidade ao apenas denunciarem as mazelas e morosidade do Estado. Líderes sociais que dizem atuar com estes grupos sociais marginalizados do restante da sociedade que no entanto não residem juntamente com a massa. Membros do poder legislativo que se mostram presentes no momento de uma reintegração de posse após anos de invasão mas que durante seus mandatos não tiveram nenhuma ação efetiva para este ou outros grupos sociais de igual situação. Sindicatos regionais e de outras regiões. Partidos políticos de pouca expressividade no cenário nacional, mas que buscam o estrelato. Jornalistas de diversas tendências mas nenhum órgão de comunicação que de fato mostre a situação de maneira impar. Sempre tendenciosos, pendendo para o lado a que estão ligados. Fora, portanto da função social que é o de informar. Uma mistura de informação com juízo de valor e opinião.

Erros que somados continuam não respondendo com ações efetivas ao grupo social envolvido como joguete.

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Uma resposta para “Olhares, posturas e o ser social

  1. É verdade, há sim várias parcelas de culpa para todos os lados inclusive dos movimentos sociais: invasão é crime (isso muita gente não sabe e quando eu falo elas ficam surpresas). Outra questão foi pedido ao governo Lula a desapropriação da área (que não foi feita, por quÊ?). Este terreno é de uma pessoa física, e ele era para pagar dívidas (inclusive há famílias do Palace 2 que ainda não receberam suas indenizações). Outra questão todos sabiam que teriam que sair do terreno, mas ficavam esperando prazos condedidos pela demora da justiça…. enfim o certo é que eles tinham que sair, o que não concordo é com o modo que foi feito, afinal essas pessoas mereciam um pouco de respeito….

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