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Não basta o arroz com feijão. A agonia constante dos Rios Taboanenses


Publicado também em O Taboanense

“Quando a gente acaba a toalete da manhã, 
começa a fazer com cuidado a toalete do planeta.” 
Antoine de Saint-Exupéry (In: O Pequeno Príncipe)

A citação acima foi feita por uma colega da Educação…. Com ela traço um paralelo com o  dia a dia.

Nos tempos de olhar para o meio ambiente e para a melhoria da qualidade de nossa vida muitas ações vem sendo feitas. Uma delas é a de reaproveitamento de  recursos.

É inegável que a chamada consciência de preservar os recursos é necessária. Um dos recursos mais importantes é a água.

Desde os anos 80 a Grande São Paulo tem tido programas que visam a melhoria da saneabilidade dos rios que cortam a mancha da megalópole. O Programa do Tietê, iniciado por entidades da sociedade civil, se alastrou e apesar da demora de algumas ações vem sendo mostrado com um caminho a ser seguido. Mas precisa-se avançar mais.

Cidades como Guarulhos, não integrada a Sabesp, precisa mudar suas concepções e ter visão mais ampla sobre o assunto. Não pode ser mais admitido pela sociedade civil a descarga de todo o esgoto doméstico e industrial in natura da cidade no Rio Cabuçu, tributário da bacia do Tietê.

Esta é uma ação macro importante. Porém ações locais precisam igualmente de atenção.  A coleta de esgotos nas grandes cidades vem sendo ampliada porém em algumas, para não dizer em várias, existe ainda a descarga direta nos rios sem nenhum tratamento. Muito se fala das ocupações irregulares na beira dos córregos e mananciais e por consequente a vasão irregular para seus os leitos.  Embu Guaçu e  São Bernardo do Campo são cidades constantemente citadas com esta problemática.

Porém é um erro achar que somente a periferia tem estes problemas. Em Taboão da Serra a parte mais antiga do Centro tem uma situação no mínimo curiosa para não dizer complacente. Diversas casas e até Edifícios residenciais e comerciais não pagam a taxa de esgoto à Sabesp. Pagam somente o fornecimento de água. Alguns compreendem que isso é alguma benesse da estatal em virtude das constantes enchentes.  Porém ao se verificar o motivo percebe-se ser uma verdadeira agressão ao meio ambiente com a anuência da Sabesp que capitaneia o projeto de despoluição do Tietê.

Estes imóveis simplesmente descartam o seu esgoto diretamente nos rios da região central taboanense. O Ribeirão Poá e o Rio Pirajussara são, em plena área nobre de Taboão da Serra, vítimas desta manobra que não impacta diretamente os bolsos dos moradores locais, mas que afetam todo um projeto de despoluição e que com certeza influencia nas cheias destes rios.

Recentemente a Prefeitura de Taboão da Serra fechou convênio com o Ministério das Cidades para a canalização do Ribeirão Poá. Atitude tardia mas necessária, porém será inócua se não forem tomadas atitudes quanto a descarga de esgotos diretamente no leito do Ribeirão que  amplia o volume justamente onde tem-se o estreitamento do Poá e com o acúmulo de despejos in natura em sua calha.

Ao perguntar diretamente à Administração de um Condomínio da região central há cerca de um mês sobre qual ação que seria tomada para se reverter a descarga direta de esgotos no Pirajussara  a resposta foi que seria averiguada a questão (que já é de conhecimento da Administração do Condomínio conforme falas anteriores).

Consciência é necessária para se melhorar a limpeza de nossas cidades. Não basta fazer a toalete nas nossas manhãs se o produto final vai rio abaixo…

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