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Um posicionamento sobre a greve da Educação na Paulicéia

Em Assembléia realizada no dia 28 de março de 2012, quarta feira, ficou decidido pelos presentes que os Servidores da Rede Municipal de São Paulo iriam fazer greve devido ao não atendimento da pauta de 234 itens que estão sendo reivindicados junto a municipalidade.

A greve marcada para os dias 2 à 4 de abril de 2012 seria articulada nos dias 29 e 30 de março nas Unidades Escolares, com esclarecimentos e envolvimento dos profissionais de cada escola e posterior informe a Comunidade Escolar.

Dadas as devidas tratativas iniciais é importante registrar um posicionamento individual sobre o momento. A coerência e concepção ideológica precisa ser sempre mantida mesmo em momentos em que o contraditório pareça existir.

Na Unidade Escolar em que trabalho na condição de Assistente de Diretor de Escola, portanto nomeado em cargo de confiança, todos os Professores resolveram em consenso paralisarem. Mesmo aqueles que se opunham por questões de posicionamento próprio seguiram uma decisão de grupo, respeitando o coletivo. Sigo o coletivo dos professores e do Grupo Gestor (Equipe Técnica e Quadro de Apoio) da Unidade que também paralisa suas atividades a partir de 2 de abril de 2012.

Nunca fui contrário a momentos de reivindicação de direitos, como bancário colaborei na construção de paralisações, mesmo quando a Direção Sindical (que hoje ocupa cadeira na Assembléia Legislativa) Sindicato tentou abortar uma decisão soberana de Assembléia. Isso não significa que em todos os momentos de paralisação tanto enquanto bancário ou servidor da Educação me coloquei sempre favorável as paralisações. O momento em cada situação no pensamento enquanto categoria sempre pautaram minhas decisões.

No momento atual atendo a paralisação do Grupo de Professores da Escola onde trabalho como sendo minha também. Sou por natureza um professor e após um grupo debater e na posição de membro do grupo Gestor busquei acompanhar as decisões sem influenciar os colegas seja pela minha posição enquanto educador ou pensamento ideológico.  Muitos sabem de minhas convicções partidárias, políticas e que sou militante em São Paulo e Taboão da Serra, em plena mudança de filiação porém não de pensamento. Mas estas mesmas convicções me reportam sempre ao meu grupo enquanto categoria que escolhi pertencer desde os tempos de mocidade.

Não posso ser indiferente a um grupo que se mostra unido. Não se constitui um grupo somente com olhares individuais.

Neste sentido perante a todos me sinto a vontade em deixar tudo isso aqui claro e expor que estarei com todos na quarta feira dia 4 de abril na Manifestação promovida por um grupo de sindicatos. Não integra o grupo o sindicato a que estou filiado mas aquele que representa parcela expressiva do grupo a qual sou membro.

Não estar presente neste momento seria de fato eu não estar dentro do grupo. Estar junto durante este e a todo momento.

A presente declaração exprime minha real opinião e são falas de minha total responsabilidade acadêmica e funcional. Assumo todos os encargos decorrentes da mesma e autorizo sua reprodução em todos os meios, solicitando apenas que se mantenha a autoria.
 
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5 Respostas para “Um posicionamento sobre a greve da Educação na Paulicéia

  1. Admiro a postura do colega, que em momento algum mostro-se indiferente, mas que com certeza posicionou-se mostrando o seu poto de vista.

  2. Parabéns!!!
    Prof seu posicionamento sempre coerente.
    Saber conversar ,discutir, analisar e chegar em conclusões que atenda ao grupo e possa fortalecer toda uma equipe .
    é saber que vale sempre a pena não só para conquistas e desejos comuns mas, também para crescimento pessoal e de grupos.

  3. Maurício Klein Sebastian

    Um PSDBista fazendo greve em um governo PSDB?
    Nunca vi tamanha incoerência…

    • Prof Christian

      Mauricio, boa tarde

      Conheço o video que aliás divulguei na época no Blog.

      Não é incoerência se você leu o texto.

      Existem alguns movimentos. Um deles é que mesmo sendo da Direita não significa que não possa apoiar uma greve.

      O apoio que faço é enquanto categoria. Sou Professor e portanto compreendo os motivos da paralisação. E apoio o Grupo. Não é uma atitude isolada.

      A Greve sobretudo é um alerta para uma ação do Ministério Público que suspendeu e não compreendeu direitos da Educação Infantil.

      A visão assistencialista e como compreende o que é o educar é um fato que compromete inclusive o Judiciário mas que afeta professores e alunos da Rede Municipal de São Paulo.

      Incoerência seria não aceitar estes fatos como educador, não importando a Gestão que estivesse na situação.

  4. Pingback: Representação Sindical na Rede Municipal de Educação da Prefeitura de SP. Quadro Sintético das atividades para 2012 | Blog do Professor Christian

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