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Como descobri a História?

Possivelmente descobri a História desde a mais tenra idade. Aos 5 anos já tinha o entendimento que o presidente do Brasil estava morrendo em um andar do Hospital das Clínicas acima de onde meu irmão recebia tratamento. E que algo não ia bem com sua saúde realmente, quando todos os demais andares do INCOR foram fechados.

Pouco tempo depois me lembro de aprender as primeiras letras e ler a Revista Veja. A mesma que colecionaria no período do Governo Collor. Coleção que mantive durante anos. Talvez a primeira fonte de pesquisa que acumulei. Era ainda uma publicação diferente da atual.

Em 1990, portanto durante a 5 série, na mesma sala e turma que já vinha desde a série anterior (a primeira turma a ocupar o então prédio novo daquela Escola Municipal) já tinha algumas opções: fazer História ou Arquitetura (voltada aos projetos de preservação e conservação de prédios antigos, se bem que o nome nem era esse que eu dava à época).

Escolhas que aos poucos foram se delineando, até  o ano de 1993 em que notei que se desejasse seguir Arquitetura teria que ter maior afinco com as exatas. Definitivamente não era o meu interesse e habilidade maior. No ano seguinte durante o primeiro ano do saudoso segundo grau na Escola que chamaria de Escolas dos Sonhos as possíveis escolhas passavam da história como primeira formação, sendo a Pedagogia a segunda formação, de forma a poder futuramente ser um Gestor Escolar.

O ensino de História daquele primeiro ano foi fantástico com uma visão de História mais humana e sem tanta ênfase na guarda de fatos e datas. Se bem que apesar dos números e as exatas não serem minha predileção, na História as datas e seus acontecimentos me eram importantes para fazer diversas inter-relações de forma natural e fácil, sem ter sido uma simples acumulação de materiais e fontes.

Os acontecimentos do fatídico ano de 1995 logo vieram. No Segundo Semestre teve-se a revelação de que a então Escola do Sonho seria descomissionada. Em 1996 não mais lá cursaria, nem mesmo concluiria o Grau. Um misto de revolta e decisão fez com que ações fossem tentadas, em parte em vão. O fruto disso foi em 1996 um interesse em estudar autores das ciências da educação, em particular da Escola Nova, dado o acervo em casa e na Escola para onde 298  colegas e eu fomos transferidos. O extinto curso de Magistério daquela escola tinha deixado para trás uma enorme biblioteca pedagógica. Desatualizada, mas completa em autores clássicos do Escolanovismo.

Esta atração pela Educação Ativa, pelo ideal dos Pioneiros do Manifesto de 1932 e o desejo de reação motivou a entrada no ano de 1998 na Faculdade de Filosofia, Letras, Educação e Psicologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie. No curso de Pedagogia.

O curso de História só seria cursado posteriormente em diversos momentos e momentaneamente interrompido.

Na Pedagogia apesar do enfoque em Administração Escolar da Educação Básica, a veia histórica não ficaria de fora. O Trabalho final do Curso, no linguajar Mackenzista TGI, foi sobre a administração Escolar, da Escola Pública. O título já demonstra uma linha de análise: O Grupo Escolar do Século XIX presente na Escola do Século XXI: Problemáticas desta continuidade. Uma linha administrativa, mas com foco na história da sociedade, em particular a paulista. Na Gestão de Processos Educacionais.

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Uma resposta para “Como descobri a História?

  1. Adorei a sua estória. Menino prodígio! Geralmente as crianças não têm muita noção da realidade. Quem sabe o próximo curso seja historia.
    Abraço,
    Sarlete

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